quinta-feira, 6 de maio de 2010

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

 






Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era sua profissão.
Ela hesitou, sem saber como se classificar.

"O que eu pergunto é se tem algum trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho" exclamou Ana. "Sou mãe!"

"Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar pra o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

"Posso perguntar" disse-me ela com novo interesse "o que faz exatamente?"

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder: "Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa).
Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas).
Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?).
O grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24)"

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu-me a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com


Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento - um bebê de seis meses - testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante!

Maternidade... que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas, as bisavós Doutora-Executiva-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas e as tias Doutora-Assistente.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, Doutoras na Arte de Fazer a Vida Melhor!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Distante dos olhos


( Moacyr Franco )


Por que é?
Que esta lágrima corre tão fria,
E o inverno já foi,
Porque é ?
Que esta noite os meninos da rua,
Não vejo brincar,
Não sei porque,
A alegria dos amigos de sempre,
Não me diverte mais,
E um me disse assim.

Distante dos olhos,
Aos poucos esqueces,
O amor que não dorme no teu coração,
Mas à quem eu mande,
Levar-te uma rosa,
Pergunta se estou me esquecendo de ti ?
Tão longe dos olhos,
Tão perto de mim,
Não há um caminho que não leve à ti.

E já sei,
Porque sempre esse amargo soluço,
Eu tento esconder,
Quando penso,
Que talvez alguém passa,
Te abraça e te fale de amor,
Também porque ?
Não consigo lembrar o sorriso,
Que existe em teu olhar,
Quando não estás aqui,


Distante dos olhos,
Aos poucos esqueces,
O amor que não dorme no teu coração,
Mas à quem eu mande,
Levar-te uma rosa,
Pergunta se estou me esquecendo de ti ?
Tão longe dos olhos,
Tão perto de mim,
Não há um caminho que não leve à ti.

Mas à quem eu mande,
Levar-te uma rosa,
Pergunta se estou me esquecendo de ti ?
Tão longe dos olhos,
Tão perto de mim,
Por todo o caminho eu vou te encontrar....

Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer


 ( Moacyr Franco )

Se eu tivesse o coração que dei
Tivesse ainda ilusão, nem sei
Coragem pra recomeçar no amor
Bobagem, pois amor assim, só um.

Agora é vida sem razão, porque?
Tentando orar eu só rezei você
A sua ausência mais e mais me invade,
Pediu amor e devolveu saudade

eu nunca mais vou te esquecer
eu nunca mais vou te esquecer meu amor

Suave é a noite

 ( Moacyr Franco )

É tão calma a noite
A noite é de nós dois
Ninguém amou assim
Nem há de amar depois
Quando o amanhã nos separar
Em nossa lembrança hão de ficar
Beijos de verão
Ternuras de luar
A brisa a murmurar
Uma canção
Tudo tem suave encanto
Quando a noite vem
A noite é só nossa
No mundo não há mais ninguém

Quando o amanhã nos separar
Em nossa lembrança hão de ficar
Beijos de verão
Ternuras de luar
A brisa a murmurar
Uma canção
Tudo tem suave encanto
Quando a noite vem
A noite é só nossa
No mundo não há mais ninguém

terça-feira, 4 de maio de 2010

NOITE 2


Calma chega a noite
Canto num canto o
passaro noturno.
Vaga pensamentos do
dia que se foi...
Suspiros, alegrias...
Quieta em meus sonhos
passam as horas
Entre minutos de amor
Riso te espera
Noite
Manto azul com plumas
e algodão.
Lua cheia, passeia no céu
Estrelas cintilam de ouro
todos os meus pensamentos
Sinto a alma leve, breve
visita do sono.
Anjo que me segura em
seus braços...
Sonho contigo!

NOITE

ZIZI POSSI


Eu fico quieta num canto, 
penso medito e me espanto
A vida dá voltas, mistérios o 
que é que eu vou fazer
Sozinha num quarto fechado, 
eu vejo cidade de longe
Procuro alguém que se esconde 
por onde começar ?
Noite, há horas te espero e você 
não chega em meu coração
Fogo acesso, corpo paixão, 
sou toda explosão

NOITES COM SOL

Flávio Venturini

Composição: Flávio Venturini / Ronaldo Bastos


Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol
Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol
Livre será se não te prendem
Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar
Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar

sábado, 1 de maio de 2010

SONHO DE POETA


Eu ouço quando chegas de mansinho,
Trazendo a flor do dia em tua mão,
E depositas bem devagarinho,
Numa das portas do meu coração.
 
Depois, sopra-me um beijo com carinho,
Cantando um verso cheio de emoção,
Seguimos juntos, no mesmo caminho,
Que é recortado dentro da ilusão.
 
Amor que sobrevive facilmente,
Que de ternura faz cobrir meus dias,
A transformar as dores em magias...
 
Claro que é sonho! Pura e simplesmente...
Não caberia nesse mundo cão,
Tanta ternura, nem tanta emoção...
 
(Tere Penhabe)


Menino poeta, primeiro amor


Quando te vi pela primeira vez
Meu coração aos pulos só
conseguiam olhar pra você.
Naquela sala de aula a menina
busca o poeta.
Menino lindo, sorriso encantador
Mãos que escreviam, olhos que
te olhavam disfarçadamente
Tentando adivinhar seus pensamentos
Tentando buscar em seu peito o
carinho...
Menina tímida, mãos trêmulas, 
Olhos tristes penetravam em seu
interior.
Dias, noites passavam num sonho
avassalador.
Menino homem que meus sentimentos
dominava.
Com seu jeito meigo me beijou
Corpo em seus braços tremia, 
primeiro amor da minha vida
Doce amor que fervia meu sangue
Me deixava tonta, sem ar...
Beijos ardentes de um menino 
feito do mais puro amor.
Amor inocente, mexendo com meu
mundo, no mais profundo do meu eu
Felicidade me causava medo
Tantos sofrimentos antes vividos...
Tantas lágrimas, peito dolorido pela vida
Menino homem feito de amor e de
amor me fazia...
Num sem saber o por quê, o adeus...
O grito de dor, de amor, saudades dos
seus abraços, dos seus beijos
Dias meses, anos num rio de lágrimas
que só meu peito sabe.
Muito tempo se passou, muitas alegrias
tristezas,
E sempre o pensamento em você, no
seu jeito menino que tanto eu amava.
Anos e anos se passaram...tudo mudou
Você não é mais aquele menino, e eu não
sou mais aquela menina tímida que tremia
em seus abraços....
Hoje cada um segue seu caminho.
Você menino poeta com outro alguem
em seus braços...e eu....
Eu aqui, desse lado pensando como seria
estar sentindo seus lábios.
Mas é só um sonho...sonho lindo que só
existe dentro de mim.


IolandaG

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Desesperança


Se toda essa tristeza que
insiste em ficar dentro de
mim fizesse sanar a fome
do mundo, todos estariam
mais felizes.
Se essa dor que caminha no 
meu peito pudesse mostrar
no meu rosto todos os sinais
O mundo poderia de longe ver
Não só um rosto, mas um sêr
por inteiro entre a desesperança
e o sentimento de não ter sido
Não ter acontecido...
Sonhos que se foram...
Alegrias perdidas enfim.
Corpo pede paz, mas a dor
não se desfaz.
Lágrimas da alma
Dores num amplo e vasto
caminho...
Aprendiz de viver, sem medo
sem graça, sem porquês.
Um dia, quem sabe um dia!
A vontade de ficar volte,
a tristeza de não entender
desapareça.
Perdida, de novo voltarei a sorrir
de corpo e alma, demonstrando
enfim que um dia em algum
lugar deixei meus sonhos.

IolandaG

sábado, 24 de abril de 2010

Aprendiz


Nesse mundo eu vim
Com minha bagagem
Sem saber oque me esperava
Vários caminhos à seguir...
Precisava decidir o meu rumo
Não sabia o peso dessa bagagem
Nem mesmo se conseguiria a
aprendizagem...
Tantos desafios!!!
Meus olhos buscavam na
imensidão da vida o saber
Meu corpo ansiava a compreensão
Muitas vezes a dor era maior...
O fato era a busca, mesmo no dissabor
dessa escola que eu mesma escolhi.
Na verdade oque eu buscava estava
aqui mesmo dentro de mim.
Então compreendi que não poderia
fugir da minha caminhada...
Foi assim, passo a passo percebi
que a minha passagem por aqui
apenas significava mais um grau
de evolução...Assim continuo...

 IolandaG ( respeite os direitos autorais )

terça-feira, 20 de abril de 2010

Soneto da separação


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

VINICIUS DE MORAES

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sonhos de inicio de semana


Vivo com meus pensamentos
em busca de algo que dá até
impressão que não é desse mundo.
Algo verdadeiro, simples mas ao 
mesmo tempo inteligente e sofisticado.
Não consigo muitas vezes ser clara.
Nas minhas buscas me perco as vezes
por entender que oque eu quero mesmo
é uma vida simples, uma casa simples
Um amor limpo, suave, feito de toques
e carinhos. Olhares e sorrisos
Preciso talvez de um amor que fale
com o olhar, que busque meu corpo 
sem precisar de palavras, apenas atos.
Quero nesse inicio de semana sonhar
Sonhar com o amor que Deus colocou
no meu caminho mas que ele ainda não
me achou. Estamos chegando perto.
Mas tem que ser um amor que tenha
a essência do amor divino, a paz dos
anjos guardiões.
A doce magia do toque das mãos.
Um amor que sem precisar de
palavras possa dizer num simples
olhar:  EU TE AMO!

IolandaG

domingo, 18 de abril de 2010